Raios Ultravioletas
   Raios-Ultravioleta A radiação ultravioleta é uma radiação eletromagnética, não visível e que está antes da cor violeta no espectro das cores. Seu nome vem do fato de estar “mais” (ultra) do que a cor violeta. Isso se deve ao fato de a violeta ser a cor que apresenta ondas menores e de maior frequência. É mais comumente ligada aos problemas de pele, resultantes de excesso de exposição aos raios solares. No entanto, tem outros locais em que está presente e outras finalidades.

    O comprimento da onda da radiação ultravioleta vai de 380 nanômetros até 1 nanômetro e, no quesito tamanho da onda, existem três classificações para: o “próximo” (de comprimento de 380 até 200 nanômetros), o “distante” ( de 200 até 10 nanômetros) e o extremo de (1 a 31 nanômetros). Outra classificação para a radiação ultravioleta é que a faz alusão aos seus danos , ou não, à saúde. Existe a UVA, a UVB e a UVC. A UVA é a de comprimento de onda maior e é mais conhecido como a luz negra. Essa luz é que decora várias casas de shows, por apresentar efeitos visuais diferenciados, dando ilusão da troca de algumas cores de roupas, tecidos e outros objetos. Esse efeito acontece por meio de lâmpadas ultravioletas, ou seja, com lâmpadas fluorescentes, sem fósforo (material usado para impedir que lâmpadas normais deixem raios ultravioletas passar e, assim, emitem a luz branca, característica das lâmpadas fluorescentes). Além de efeitos para festas a luz negra é usada para  identificar dinheiro falso e em acessórios de carros.

    A radiação ultravioleta UVB tem ondas que variam de 320 até 280 nanômetros. Em excesso, esse tipo de raio pode causar queimaduras solares, além de aumentar o risco de câncer de pele (assim como os raios UVA). Portanto, é necessário que haja cuidados especiais para a proteção contra raios solares. Essa radiação tem se intensificado com os seguidos ataques à natureza do Planeta Terra. Isso acontece porque, com o desmatamento e com outros poluentes, a camada de ozônio acaba afetada, e a camada de ozônio é justamente a parte responsável por filtrar os raios ultravioletas. Com o passar dos anos, e com o aumento da poluição, a camada tem perdido tamanho, e, com isso, filtrando menos raios violetas, deixando os seres vivos mais expostos à essa radiação.

    Os cuidados a serem tomados para evitar problemas com a radiação ultravioleta incluem ações diárias, como usar o filtro solar, evitar tomar sol fora do horário oportuno (das 10h até 16h é contra indicada a exposição, por muito tempo, ao sol). Além do horário, vários outros fatores influenciam para quantidade de radiação ultravioleta num determinado local: a estação do ano, as condições atmosféricas, o tipo de superfície (dependendo da do local onde se está, essas raios podem ser mais refletidos ou absorvidos. A areia pode refletir até 30% dos raios ultravioletas que recebe, sendo que o asfalto urbano costuma refletir 5%) e ainda outros fatores. Existe uma fórmula matemática para se calcular o índice de radiação ultravioleta num local. Seus resultados são números inteiros e formam uma tabela que mostra até que nível é aceitável essa radiação:

Menor que 2- Baixo
3 a 5 – Moderado
6 a 7– Alto
8 a 10- Muito Alto
Maior que 11- Extremo

    Já UVC tem as ondas mais curtas dentro da radiação ultravioleta (280 até 100 nanômetros). É caracterizado por ser totalmente absorvido pela atmosfera, nem chegando a atingir a terra.

    Apesar de ser muito vinculada a problemas de saúde, essa radiação tem várias utilidades. Além da já citada importância da luz negra, há algumas funções interessantes, como seu uso para eliminar bactérias de locais, de forma a mante-los limpos. Também é usada para um processo de acelerar a polimerização (reação química feita para a produção de polímeros)  de alguns compostos.  Também é usada para apagar dados de memòrias não voláteis, como a EPROM (chip programado para guardar dados mesmo com um computador desligado).