Conceito e História do Infravermelho
  infravermelho A radiação infravermelha são ondas de comprimento de 1 milímetro até 700 nanômetros, e, portanto, não visíveis para o olho humano. É uma radiação não ionizante, por isso, sem efeitos danosos, (sem riscos de causar males como, por exemplo, câncer). No espectro de luz, está localizado depois da luz vermelha, daí surgiu seu nome. Apesar de não poder ser vista, a radiação infravermelha pode ser notada no corpo em forma de calor: terminações nervosas, chamadas termorreceptores, conseguem captar essa radiação.

    Sua descoberta vem do ano de 1880. Willian Herschel, astrônomo inglês, estava fazendo estudos relacionados à temperatura das cores. Para tal estudo, foi usado o experimento de Newton do “espectro das cores”. Newton, em 1666, fazia estudos também relativos às cores. Uma das experiências feitas por Newton foi a de usar um prisma triangular de vidro e fazer com que a luz solar passasse por ele. Isso aconteceu num cômodo escuro da casa do físico.

    O resultado foi que, quando a luz do sol passava pelo prisma, essa luz se “dividia” em sete cores: violeta, azul anil, verde, amarelo, alaranjado e vermelho ( são sete cores por haver dois tons diferentes de azul, um mais escuro, chamado anil  e outro mais claro). Se descobria que a luz era formada por sete cores diferentes. Mais tarde, também por Isaac Newton, foram feitos experimentos que concluíram que a cor branca é, na verdade, a junção de todas essas cores. Um desses feitos foi o disco de Newton, ou círculo cromático, que consistia num disco contendo todas as cores do espectro e que, ao girar em alta velocidade, dava impressão de ser completamente branco.

    Tendo essas descobertas em mãos, Willian Herschel buscava descobrir a capacidade de cada cor em produzir calor. Para isso, usava um termômetro de mercúrio em cada uma das cores obtidas por um prisma (semelhante ao experimento de Newton). Notou-se que cada uma tinha sua porção de calor, mas que o vermelho era a que mais apresentava calor. Depois do vermelho, havia uma região sem luz, mas que conseguia produzir temperaturas maiores que o vermelho. A partir daí, se descobriu que havia uma radiação, não visível, mas existente.

    O comprimento de onda da radiação infravermelha está pouco acima do comprimento das ondas visíveis e está situada entre ela e as microondas. Tem, basicamente, quase todas as características das ondas que enxergamos (exceto o fato de ser visível).  Dentro da classificação de radiação infravermelha, existem três, em relação ao tamanho da onda: a curta (0,5 a 1,5 micrômetros) a média ( 1,5 a 10 micrômetros) e a longa (10 a 1000 micrômetros). A curta é a mais parecida com a luz visível, sendo produzida por praticamente todas as fontes de luz. Também é captada por meios mais genéricos de estudo de luz como, por exemplo,  chapas fotográficas e etc. Já as longas e médias se assemelham menos à luz visível e são mais complexas de serem feitas e estudadas.

    Animais peçonhentos como as cobras têm olhos sensíveis às ondas de 10 micrômetros, isso dá e elas o poder de enxergar a partir do calor que os corpos têm. É a mesma visão que soldados tem ao colocar óculos de visão infravermelho. Por meio dessa habilidade, as obras conseguem caçar mesmo no escuro, vendo as pressas a partir do calor de seus corpos. Igualmente soldados podem ter sua capacidade de visão ampliada em ambientes de pouca iluminação com o uso de óculos infravermelhos. Outras aplicações da radiação infravermelha você confere AQUI